terça-feira, 11 de setembro de 2007

Maddie,a menina desaparecida!



Vou tentar relatar um episódio que acabei de ser “vitima”, talvez.
Não sou boa nestas coisas, mas acho que não posso deixar de assinalar este momento da minha vida como mãe que sou e como cidadã algarvia, também vivo esta polémica actual “ Maddie”.
A menina desaparecida.

Uma coisa que não é normal, na minha casa, a televisão estava sintonizada no canal de notícias, digo que não é normal porque tenho por habito deixar os meus filhos tomarem comando desse objecto.(Só o tomo como meu depois de eles já se encontrarem a dormir).
Estava eu no meu papel de mãe a finalizar um jantar aconchegante com os meus meninos, o mais novo (4 anos acabados de fazer), que já tinha saltado da mesa, aparece-me de surpresa na cozinha, com uma notícia, trazia no olhar um espanto misturado com pânico que não pude deixar de notar. Depois de me fazer ter toda a sua atenção disse-me:
-Mãe! Sabes? A mãe matou a menina!
-O quê? - Disse eu completamente fora do contexto.
-A mãe da menina desaparecida, matou com comprimidos! - Disse ele com toda a certeza que podia mostrar.
-De que falas? -dizia eu ao deslocar-me para a sala numa tentativa de compreender a sua certeza.
Juntos, os três ouvimos um pouco da notícia, falamos do assunto.
-Como pode uma mãe matar a filha, que mãe é esta? - Disse o mais velho, que procurava um motivo para entender.
O pequenino, olhou-me nos olhos, e disse -Mãe, tu nunca farás isso pois não?
As mães que fazem isso, é porque não gostam dos filhos, né?
Tu gostas de nós? Nunca farias isso, nem a mim nem ao mano?

Depois, de lhes mostrar com palavras e gestos o quanto os amo, o quanto teria a certeza que morreria para os ver sorrir.
Chego a conclusão, que este caso chegou a minha casa muito antes do que eu possa imaginar, mesmo com a televisão sempre sintonizada em canais infantis. È um conto de uma mãe bruxa, que um dia terá que acabar, encontrem lá a verdade porque há de certeza muitos meninos a pensar, sem terem coragem de dizer o medo que sente da mãe bruxa que sabem ter.
Pude constatar que os meus filhos de mim não tem medo, dizem o que sente, e as duvidas são para se tirar, assim os quero manter, abertos para o mundo com um abrigo sempre ao seu alcance.
“Eu serei o porto seguro, eles serão os navios que enfrentam as suas tempestades e saberão onde atracar, para ganhar forças.”
Por enquanto descanso-lhes a mente com um anjo da guarda que nos acompanha para todo o lado, é bom demais vê-los sonhar que nada de mal lhes vai acontecer…
No fim deste dia analisei, a cozinha ficou por arrumar, acabamos o dia juntinhos na minha cama …e pedimos ao nosso querido anjo da guarda que beija-se a Maddie por nós, pois de certeza ele a terá no seu castelo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tu que me conheces.


Tu me conheces quando estou sentada
Tu me conheces quando estou de pé
Vês claramente quando vou andando
Quando repouso tu também me vês
Se pelas costas sinto que me abranges
Também de frente sei que me percebes
Para ficar longe do teu Espírito, o que farei?
Aonde irei não sei.
Para onde irei? Para onde fugirei?
Se subo ao céu ou se me prostro no abismo eu te encontro lá.
Para onde irei?
Para onde fugirei?
Se estás no alto da montanha verdejante ou nos confins do mar.
-Se eu disser: “ Que as trevas me escondam e que não haja a luz onde eu passar”.
P’ra ti a noite é clara como o dia, nada se oculta ao teu divino olhar.
Tu me teceste no seio materno e definiste todo o meu viver.
As tuas obras são maravilhosas, que maravilha sou eu?
Dá-me as tuas mãos
Prova-me Deus e vê meus pensamentos
Olha-me Deus e vê meu coração
Livra-me Deus do mau caminho, quero viver, quero sorrir, cantar
Pelo caminho da eternidade, terei toda a liberdade.