sábado, 4 de agosto de 2007

Voltar a trás


Porque somos humanos, não podemos evitar as quedas. Mas o mais importante é não ignorá-las ou tentar diminui-las, mesmo que sejam pequenas.Com coisas pequenas, a raiva vai abrindo os buracos onde entram as coisas grandes.
Há quem se consiga preservar até muito bem dos buracos grandes, mas não se importa com os leves. É como se tivesse escapado de ser soterrado por uma montanha de pedra, mas se deixa sepultar por uma montanha de areia.
Em lugares do mundo, quando a neve acaba de cair, derrete com facilidade.
Mas, se o sol não atinge, endurece. E acumula-se, com o passar do tempo, torna-se uma montanha de gelo. A mesma coisa acontece com os pequenos buracos.
No princípio, são fáceis de eliminar, acumulados vão endurecendo pouco a pouco e, conservados por muito tempo sem admiti-los, tornam-se incorrigíveis.
Prestar atenção a esses buracos que viram hábito e rotina, noto que já não me incomodam. Quanto mais cicatrizada esta a ferida, menor dor se sente e , no entanto , mais perto se está da morte.
A eliminação da ferida, a solução para o meu problema, o remédio para a doença é sem duvida a consciencialização. E como diz a sabedoria russa “ Voltar atrás é melhor do que perder-se no caminho”.

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu acho ke seguir em frente emendando é a unica maneira de viver... mas isto sou eu!