quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Deixei o luto entrar


Porque foste um dia meu,
O teu perder me atinge.
Porque te dei asas para voar
E voas-te sem vacilar

O caminho e as plantas que tivemos
Será o meu sofrimento
Serei eu uma lágrima que nunca poderei deixar de verter?

É com dor que te liberto do meu eu
É com alegria que te vejo a cada dia
Com o sorrir brilhante, no olhar
Que me faz perdoar o meu coração
Por saber que é de pedra
Uma pedra bem pesada que cresce a cada palavra a ele dirigida

E porque morrer é uma perda, morrer em vida será o meu tormento
Suporta-lo sozinha como sempre desejei
Serei feliz por não magoar, por não ter de rejeitar o amor que não sei
As lágrimas, que lavam a minha dor
São como um mar onde náufrago e sobrevivo

Um mar que só mim pertence
E não posso partilhar
Porque um dia serei o pássaro que sobrevoa esse mar

3 comentários:

Sangue Eléctrico disse...

As pedras também se quebram e tão pouco duram eternamente a erosão delapida-as. E sabes sempre onde podes verter essa lágrima, talvez um dia possamos nadar nesse mar que agora so a ti te pertence.

Com muito carinho.

J.M.

videocookie disse...

lagrimas são para chorar não para guardar

gostei do poema

videocookie disse...

lindo a mensagem de esperança que deixa