Queres ser o vento que passa e não fica
Um vento que de tão forte, destrói e deixa marcas
Marcas que intencionas apagar com um silêncio
Que o meu coração de pedra não sente
Porque as pedras não sofrem no teu vento
Apenas circulam, se puderem
O meu coração é enorme mas é de pedra
Uma pedra que deseja a frescura da tua brisa
De preferência com a velocidade de outro dia
Porque a velocidade do teu vento faz o meu rio correr
E arrastar com ele tudo o que pode
Um rio que transparece tudo o que lhe cai
Manchado, de tudo o que contém
Necessita de correr com a tua força
Vai voltar a transparecer e ser o rio que abriga
Que alimenta a natureza,
Que sacia
Porque o rio que sou esta separado por uma rocha
Uma rocha que abranda o meu correr, é um coração frio e sem razão
Um coração que os pássaros pousam e se banham,
Que os repteis vigilam e atacam
As plantas que rego são o ar que respiro e sem elas secarei de certeza
São a razão do meu correr, porque só corro para as ver crescer
Dar-lhes a tranquilidade de sentir o sol que completa esta nossa tarefa
É com respeito por esse sol que um dia me secou
Que espero a chuva
Que me trará força para continuar a demolhar o meu coração de pedra.
Um vento que de tão forte, destrói e deixa marcas
Marcas que intencionas apagar com um silêncio
Que o meu coração de pedra não sente
Porque as pedras não sofrem no teu vento
Apenas circulam, se puderem
O meu coração é enorme mas é de pedra
Uma pedra que deseja a frescura da tua brisa
De preferência com a velocidade de outro dia
Porque a velocidade do teu vento faz o meu rio correr
E arrastar com ele tudo o que pode
Um rio que transparece tudo o que lhe cai
Manchado, de tudo o que contém
Necessita de correr com a tua força
Vai voltar a transparecer e ser o rio que abriga
Que alimenta a natureza,
Que sacia
Porque o rio que sou esta separado por uma rocha
Uma rocha que abranda o meu correr, é um coração frio e sem razão
Um coração que os pássaros pousam e se banham,
Que os repteis vigilam e atacam
As plantas que rego são o ar que respiro e sem elas secarei de certeza
São a razão do meu correr, porque só corro para as ver crescer
Dar-lhes a tranquilidade de sentir o sol que completa esta nossa tarefa
É com respeito por esse sol que um dia me secou
Que espero a chuva
Que me trará força para continuar a demolhar o meu coração de pedra.


