
Uma historia que podia ser a minha , a tua , a de qualquer menina mulher...
Depois de tentar o suicidio,como escolhi os comprimidos,não estou deformada:continuo joven,bonita,inteligente,e não terei-como nunca tive-dificuldades em anrranjar namorados.Farei amor com eles nas suas casas,ou no bosque, terei um certo prazer,mas logo depois do orgasmo a sensação do vazio voltará.já não teremos muito que conversar,e tanto eu como ele saberemos disso:chega a hora de dar uma desculpa um ao outro -«é tarde» ou « amanhã tenho que acordar cedo»-e partiremos o mais depressa possivel,evitando olharmo-nos nos olhos.
Eu volto para o meu quarto no convento.Tento ler um livro,ligo a televisão para ver os mesmos programas de sempre,ponho o despertador para tocar exactamente à mesma hora que acordei no dia anterior,repito mecanicamente as tarefas que me são confiadas.Como a sanduiche no jardim, sentada no mesmo banco,com outras pessoas que também escolhem os mesmos bancos para lanchar,que têm o mesmo olhar vazio, mas fingem estar preocupadas com coisas importantissimas.
Depois volto ao trabalho, ouço alguns comentários sobre quem sai com quem,quem sofre o quê,como tal pessoa chorou por causa do marido-e fico com a sensação de que sou privilegiada,sou bonita ,tenho um emprego,arranjo o namorado que quizer. Aí volto aos bares no final do dia , e tudo recomeça.
A minha mãe - que deve estar preocupadíssima com a minha tentativa de suicídio-vai recuperar-se do susto e continuará a perguntar-me o que vou fazer da minha vida, porque não sou igual às outras pessoas,já que, afinal de contas as coisas não são tão complicadas como eu penso.« olha para mim,que tou há anos casada com o teu pai,e procurei dar-te a melhor educação e os melhores exemplos possiveis.»
Um dia ,canso-me de ouvi-la repetir sempre a mesma conversa e , para lhe agradar,caso-me com um homem a quem me obrigo a amar.Eu e ele acabaremos por encontrar uma maneira de sonhar juntos com o nosso futuro, a casa de campo os filhos, o futuro dos nossos filhos.Faremos muito amor no primeiro ano,menos no segundo,e apartir do terceiro ano talvez pensaremos em sexo uma vez a cada quinze dias, e transformaremos este pensamento em acção apenas uma vez por mês.pior que isso, quase não conversaremos. Eu forçar-me-ei a aceitar a situação,e perguntar-me-ei o que há de enrrado comigo-já que não consigo mais interessá-lo, ele não me dá atenção,e passa a vida a falar de coisas que pertencem somente ao seu mundo.
Quando o casamento estiver realmente por um fio, eu ficarei grávida.teremos o filho,passaremos algum tempo mais próximos um do outro, e logo a situação voltará a ser como antes.
Então começarei a engordar e a fazer dieta,sistematicamente derrotada a cada dia, a cada semana,pelo peso que insiste em aumentar apesar de todo o controlo.Nesta altura tomarei essas drogas mágicas para não entrar em depressão-e terei alguns filhos, em noites de amor que passam depressa demais.Direi a todos que os filhos são a razão da minha vida, mas na verdade eles exigem a minha vida como razão.
As pessoas vão considerar-nos sempre um casal feliz, e ninguém saberá o que existe de solidão,de renúcia,atrás de toda aparência de felecidade.
Até que um dia, quando o meu marido arranjar a sua primeira amante,eu talvez faça um escândalo ou pense de novo em me suicidar.Mas então estarei velha e cobarde, com dois ou três filhos que precisam da minha ajuda, e preciso de educá-los, colocá-los no mundo- antes de ser capaz de abandonar tudo.Eu não me suicidarei: farei um escândalo,ameaçarei sair com as crianças.Ele, como todos os homens,recuará, dirá que me ama e que aquilo não se tornará a repetir.Nunca lhe passará pela cabeça que ,se eu resolvesse mesmo ir-me embora,a única escolha seria voltar para a casa dos meus pais,e ficar ali o resto da minha vida,tendo de ouvir todos os dias a minha mãe lamentar-se porque eu perdi uma oportunidade única de ser feliz,que ele era um óptimo marido apesar dos seus pequenos defeitos,que os meus filhos irão sofrer por causa da separação.Gastarei toda a energia a lutar contra os factos,não sobrará nada e aceito a vida como ela é na realidade,e volto para ele.A minha mãe tinha razão.
Ele continuará a ser gentil pra mim,eu continuarei o meu trabalho,as minhas sanduiches na praça,os meus livros que nunca consigo acabar de ler,os programas de televisão que continuarão a ser os mesmos daqui a dez, vinte,cinquenta anos.
Só que comerei as sanduíches com culpa, porque estou a engordar;e não irei mais a bares,porque tenho um marido que me espera em casa para cuidar dos filhos.
A partir daí, é esperar os meninos crescerem,e ficar o dia todo a pensar no suicidio,sem coragem de cometê-lo. Um belo dia, chego a conclusão de que a vida é assim, não adianta,nada mudará.E conformo-me.
---Encontrei este texto num livro de Paulo Coelho,indentifiquei-me terrivelmente,com a única diferença da sua suposição.
pois eu sou a historia concretizada,luto contra a sua concluzão, o sucidio seria a cada dia que me conforma-se.
As vezes no meu peito
bate um coração de pedra
magoado,frio sem vida.
Aqui dentro ele me aperta
não quer saber de amar
nem sabe perdoar:
Quer tudo e não sabe partilhar
Bruta k se farta,mandar pedras a toa e antes da pedra fazer mossa já tou lá com a menina mais doce k há em mim a mostrar k tb fui atingida...
Kero tanto ser transparente k sou sempre a facil de provocar e dizer k merda é esta de mulher , que mãe , que filha, que amante que é má e exigente,doce e protectora.Que querida e presente, derrepente se transforma e fica uma serpente.
de amar pouco sei,pois bruta como sou só deixei ser amada por alguem k de certeza não me magoava,quem ama sofre, eu escolhi mal ,escolhi não amar.Hoje depois de ter a consciêcia que pior que não quer amar para não sofrer é sofrer por um egoismo desmarcado.LIberto-te para a vida,tu k um dia me amas-te .E acerca do meu amor ele que não venha porque vou de certeza apredeja-lo,odia-lo desvaloriza-lo do meu coração pois este orgão só me serve para bombear o rio que passa em mim e me matém acordada nesta realidade de merda com gente que só serve para me fazer ver o quanto te desejo minha amiga morte.
Depois de tentar o suicidio,como escolhi os comprimidos,não estou deformada:continuo joven,bonita,inteligente,e não terei-como nunca tive-dificuldades em anrranjar namorados.Farei amor com eles nas suas casas,ou no bosque, terei um certo prazer,mas logo depois do orgasmo a sensação do vazio voltará.já não teremos muito que conversar,e tanto eu como ele saberemos disso:chega a hora de dar uma desculpa um ao outro -«é tarde» ou « amanhã tenho que acordar cedo»-e partiremos o mais depressa possivel,evitando olharmo-nos nos olhos.
Eu volto para o meu quarto no convento.Tento ler um livro,ligo a televisão para ver os mesmos programas de sempre,ponho o despertador para tocar exactamente à mesma hora que acordei no dia anterior,repito mecanicamente as tarefas que me são confiadas.Como a sanduiche no jardim, sentada no mesmo banco,com outras pessoas que também escolhem os mesmos bancos para lanchar,que têm o mesmo olhar vazio, mas fingem estar preocupadas com coisas importantissimas.
Depois volto ao trabalho, ouço alguns comentários sobre quem sai com quem,quem sofre o quê,como tal pessoa chorou por causa do marido-e fico com a sensação de que sou privilegiada,sou bonita ,tenho um emprego,arranjo o namorado que quizer. Aí volto aos bares no final do dia , e tudo recomeça.
A minha mãe - que deve estar preocupadíssima com a minha tentativa de suicídio-vai recuperar-se do susto e continuará a perguntar-me o que vou fazer da minha vida, porque não sou igual às outras pessoas,já que, afinal de contas as coisas não são tão complicadas como eu penso.« olha para mim,que tou há anos casada com o teu pai,e procurei dar-te a melhor educação e os melhores exemplos possiveis.»
Um dia ,canso-me de ouvi-la repetir sempre a mesma conversa e , para lhe agradar,caso-me com um homem a quem me obrigo a amar.Eu e ele acabaremos por encontrar uma maneira de sonhar juntos com o nosso futuro, a casa de campo os filhos, o futuro dos nossos filhos.Faremos muito amor no primeiro ano,menos no segundo,e apartir do terceiro ano talvez pensaremos em sexo uma vez a cada quinze dias, e transformaremos este pensamento em acção apenas uma vez por mês.pior que isso, quase não conversaremos. Eu forçar-me-ei a aceitar a situação,e perguntar-me-ei o que há de enrrado comigo-já que não consigo mais interessá-lo, ele não me dá atenção,e passa a vida a falar de coisas que pertencem somente ao seu mundo.
Quando o casamento estiver realmente por um fio, eu ficarei grávida.teremos o filho,passaremos algum tempo mais próximos um do outro, e logo a situação voltará a ser como antes.
Então começarei a engordar e a fazer dieta,sistematicamente derrotada a cada dia, a cada semana,pelo peso que insiste em aumentar apesar de todo o controlo.Nesta altura tomarei essas drogas mágicas para não entrar em depressão-e terei alguns filhos, em noites de amor que passam depressa demais.Direi a todos que os filhos são a razão da minha vida, mas na verdade eles exigem a minha vida como razão.
As pessoas vão considerar-nos sempre um casal feliz, e ninguém saberá o que existe de solidão,de renúcia,atrás de toda aparência de felecidade.
Até que um dia, quando o meu marido arranjar a sua primeira amante,eu talvez faça um escândalo ou pense de novo em me suicidar.Mas então estarei velha e cobarde, com dois ou três filhos que precisam da minha ajuda, e preciso de educá-los, colocá-los no mundo- antes de ser capaz de abandonar tudo.Eu não me suicidarei: farei um escândalo,ameaçarei sair com as crianças.Ele, como todos os homens,recuará, dirá que me ama e que aquilo não se tornará a repetir.Nunca lhe passará pela cabeça que ,se eu resolvesse mesmo ir-me embora,a única escolha seria voltar para a casa dos meus pais,e ficar ali o resto da minha vida,tendo de ouvir todos os dias a minha mãe lamentar-se porque eu perdi uma oportunidade única de ser feliz,que ele era um óptimo marido apesar dos seus pequenos defeitos,que os meus filhos irão sofrer por causa da separação.Gastarei toda a energia a lutar contra os factos,não sobrará nada e aceito a vida como ela é na realidade,e volto para ele.A minha mãe tinha razão.
Ele continuará a ser gentil pra mim,eu continuarei o meu trabalho,as minhas sanduiches na praça,os meus livros que nunca consigo acabar de ler,os programas de televisão que continuarão a ser os mesmos daqui a dez, vinte,cinquenta anos.
Só que comerei as sanduíches com culpa, porque estou a engordar;e não irei mais a bares,porque tenho um marido que me espera em casa para cuidar dos filhos.
A partir daí, é esperar os meninos crescerem,e ficar o dia todo a pensar no suicidio,sem coragem de cometê-lo. Um belo dia, chego a conclusão de que a vida é assim, não adianta,nada mudará.E conformo-me.
---Encontrei este texto num livro de Paulo Coelho,indentifiquei-me terrivelmente,com a única diferença da sua suposição.
pois eu sou a historia concretizada,luto contra a sua concluzão, o sucidio seria a cada dia que me conforma-se.
As vezes no meu peito
bate um coração de pedra
magoado,frio sem vida.
Aqui dentro ele me aperta
não quer saber de amar
nem sabe perdoar:
Quer tudo e não sabe partilhar
Bruta k se farta,mandar pedras a toa e antes da pedra fazer mossa já tou lá com a menina mais doce k há em mim a mostrar k tb fui atingida...
Kero tanto ser transparente k sou sempre a facil de provocar e dizer k merda é esta de mulher , que mãe , que filha, que amante que é má e exigente,doce e protectora.Que querida e presente, derrepente se transforma e fica uma serpente.
de amar pouco sei,pois bruta como sou só deixei ser amada por alguem k de certeza não me magoava,quem ama sofre, eu escolhi mal ,escolhi não amar.Hoje depois de ter a consciêcia que pior que não quer amar para não sofrer é sofrer por um egoismo desmarcado.LIberto-te para a vida,tu k um dia me amas-te .E acerca do meu amor ele que não venha porque vou de certeza apredeja-lo,odia-lo desvaloriza-lo do meu coração pois este orgão só me serve para bombear o rio que passa em mim e me matém acordada nesta realidade de merda com gente que só serve para me fazer ver o quanto te desejo minha amiga morte.

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