terça-feira, 31 de julho de 2007

As férias de partida

È de onde para onde?
De quem para quem?
De mim para mim?
De mim para outro?
Quanto tempo tomo do tempo
Virado para mim na obrigação dos meus dias?
Nas férias
Trocamos os hábitos por outros,
E o que resta de mim
Nas areias quentes
Ou no mar a perder de vista?
Pára a azáfama?
Não, se continuo a ignorar
O silêncio da areia
E a infinitude das águas,
Se os deixar entrar,
Vejo que há em mim outras paisagens
Onde outros habitam.
Eu e os outros somos todos uma praia!
Nos descansos
Ousamos assumir
A ruptura do tempo.
São momentos de passagem e de paragem
No que em mim
Não são interesses, horários ou trocas.
As férias da alma
São o tempo
De partir
Para o contentamento dos outros
E do outro.

sábado, 28 de julho de 2007

uma madrugada!

hoje 15/07/07 ...3:43....
Neste dia repleto de tudo um pouco...chego a conclusão que não é simples viver mesmo que seja na felicidade, a vida trás com ela buracos demasiados fundos pra serem arriscados de passar, é necessario olhar pra eles de longe e sair logo do seu caminho, com certeza que se os ver numa pré prespectiva vou poder raciocinar antes de lá chegar.È que no estado em k me encontro neste preciso momento o meu raciocino não esta a circular... preciso parar, reflectir e analisar tudo o k me rodeia. a vida tá complicada demais, depois de dez anos em coma é como acordar de um sonho fulminante cheio de tudo o k uma mulher pode pedir e não lhe ser o suficiente pk precisa de amar pra continuar neste devaneio de vida k convinda a sobrevivencia numa imensa tempestade de sentimentos .
Quero mudar ,quero respirar,quero pensar k um dia vou sentir-me completa, é um sufoco k n me pode afundar, pois como mãe terei sempre k me resignar, a ti k me lês não te oiço, não julgues k não penso ,somente escrevo o k me saia dos dedos.
È como tocar um piano que sonora um sentimento com uma mente ingrata e insatisfeita.
vem senhor ,protege-me de mim, da minha casa do meu espaço, leva-me ctg, estou á tua espera, amo-te só a ti , sou tua semente e espero ansiosamente por as tuas mãos me enterrarem, onde poderei florir como uma rosa que desabrocha, permanece e trespassa,com toda a certeza que um dia foi bela e pôde preencher o dia de alguem.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Uma aventura num hospital

Não resisto a contar aqui a minha ultima aventura no hospital do meu distrito.Fui aconselhada por o meu medico a ser operada.Concordando com a dúvidosa cirurgia, desloquei-me pra o hospital,onde fiz o meu internamento programado.
O voltar a tal sitio,fez-me recordar episodios da minha vida que jamais vou esquecer: nesse, mesmo piso onde tive os momentos mais felizes da minha vida; o nascimento dos meus filhos.
Pois,mas no seguimento do que vos quero contar,adianto, que me instalei confortavelmente com a companhia de duas mulheres que ali estavam com o mesmo proposito, partilhava-mos o nervosismo assim como lembranças que nos vieram a memoria pelo facto de sermos mães,como já referi atrás.Um ambiente supreendentemente alegre e bem disposto que valeu pela visita aquele hospital.
A partir da meia-noite não teriamos a oportunidade de ingerir qualquer alimento era necessario jejuar para amanhã operar, também nos foi pedido um esvasiamento intestinal -uma sugestão falhada com certeza.
Cedo nos foi pedido que tomassemos um calmante pra relaxar e antecipar a anestesia programada.
Quando fui levada em maca para o bloco operatorio, já era pesada a força que fazia para me manter acordada.Lembro-me que me sentia uma encomenda pronta a ser despachada numa estação dos CTTS. Assim que chegamos a sala de operações,um medico mascarado disse: -Esta menina não é pra vir ,têm que a levar de volta.
Dirigiu-se a mim, para me justificar que existia uma urgência, e a sala tinha que ser ocupada por outra equipa medica.Como se eu estivesse em condições de reclamar fosse o que fosse.
Jà no meu provisório quarto,veio uma enfermeira desinstalar toda a aparelhagem que tinha no meu corpo e sem mais assunto fui sacudida do hospital. De barriga vazia,cabeça oca sai do hospital pelo meu pé.
Hoje quase uma semana depois recebi uma carta, que me prometem que estou intregada numa lista que se propõem a de certeza me operar.
Acham isto normal? Eu não sei porquê, mas ainda gostava de agradecer ao medico que não me operou, pois já não sei se ele não me livrou de uma tragica aventura!

domingo, 22 de julho de 2007

Porque estou aqui

Nem sei como vim aqui parar. Aterrei numa nova vida no dia que comprei um portatil, ignorante nestas coisas, mas como sempre muito curiosa e pronto,aquela parte de mim...não sei, o quê?...apreende mais quem quer do que quem pode.
Depois de investigar...lá consegui me envolver com um objecto que estou longe de dominar. O facto de ter ficado sem televisão também foi uma das grandes causas de tal envolvimento.
Registei-me nesses convites que nos enviam por mail: aeiou, netlog, meeting não sei o quê, que mais parece um catálogo de homens de sonho, onde expõe tantas qualidades e se disponiblizam para aventuras sexuais. Como me disse um dia alguem -«sitios de engate» que não me fazem sentido. Só tretas, mas pronto confesso que andei viciada, sabia-me que nem gingas, receber mensagens a toda a hora,entrar no msn e sentir-los todos a cair-me em cima.Ainda nem me viram as fuças e já me chamam linda,querida,beijos doces e fofos." Ai que bom, sou mesmo muita boa ".Será que posso deixar isso continuar a acontecer?
Não sei,mas burra é que não sou.Bom, mas como também me registei aqui e ainda não sei o que me espera deste barco ,fico por aqui em relação a este assunto.

Pois, um dia fui encaminhada para o bloger,li e invejei como se pode exprimir ,sentimentos,ideias e deixar que a critica nos afecte e nos consciencialize.Tou aqui pra ser criticada, não estou numa montra para ser escolhida,mas sim numa gruta para ser descoberta.
Detesto pensar em fazer publicidade à minha gruta,é um lugar que usarei para me aproximar de mim propria,e nada mais frustante como os cadernos que tenho cheios de palavras que nunca ninguem vai ler e criticar.
coloquei uma frase no cabeçalho dos comentarios claro que não é da minha autoria mas faz-me todo o sentido e é esse o grande motivo porque estou aqui .À procura da minha estrutura , da minha reacção à raiva de nunca ser compreendida.
Saturada de viver numa comunidade hipocrita sem assunto sem talento ,preciso urgentemente de anular episodios desagradaveis da minha mente e pra isso só com novos relatos seria possivel.No fim do mundo onde vivo é quase impossivel obter esses substitutos de recordação por isso uso este veiculo de comunicação a internet.Peço desculpa mas não estou a falar pra ninguem em particular ,tb não me considero grande na intelectualidade, fui forçada pela vida a manter um estatuto mediocre,que me faz explodir de raiva quando o admito...quando digo que estou sozinha é completamente metafora pois existe gente demais na minha vida, essa é apenas a forma como me sinto .

sábado, 21 de julho de 2007

summertime

Depois de defenir uma nova face na minha vida,propuz-me a explorar detalhes que nunca antes me tinham chamado a atenção.Falo de uma festa que por exessiva curiosidade me intreguei propositadamente.
Julgando existência de um mundo aparte,acabo por refletir num espelho à muito já compreendido.
Defenitivamente não consigo me adptar a estas festas de verão que se vestem de branco e se enchem de auto-bronzeador com encharpes dourados e saltos altos.
"Lindas e maravilhosas",as mulheres são realmente o brilho de qualquer festa.E posso vos dizer que isso sim sabe bem sentir,confesso que eu propria tb coloquei os meus brincos dourados e suportei as bolhas nos pés no dia seguinte.
Quanto ao proveito desse esforço, deixa sempre algo a desejar,não me sinto pessoa para estas batalhas,jogo de olhares,tentativas de sedução...quanto mais evidentes,mais incomodas se tornam,não sei lidar com tal incomodo,acabo de descobrir que também me falta apreender a seduzir e mais, deixar ser seduzida o que me assusta só de pensar.
Lindos,são todos lindos quanto mais lindos menos lhes suporto o olhar.
Jovens,velhos,ocupados,alegres,suados,alterados.Fico agoniada só de lhes sentir o cheiro.
É realmente preciso amar muito para tolerar,ou talvez sentir essa grande necessidade de ser iludida por um amor suplicado.
NÂO,redondamente não.
São jogos que não sei fazer nem posso autorizar.
Olhares lindos,quanto mais lindos mais nojentos,como a maça da Branca de neve, linda e vermelha,apetitosa e inrresistivel.Na primeira dentada mostra tudo o que há ou seja nada.

Poderia agora contar uma historia de um homem que um dia me tentou seduzir.
" Não é que me ache especial,mas sim sou exigente,pelo menos no primeiro olhar."
Aproximou-se,trocamos palavras simples e delicadas,gentis e promissórias era obvio o seu interesse por um prazer momentâneo.
.
Sem qualquer pudor,preparava-me para a aventura,quando derrepente saiu-lhe a pergunta-" Depilas-te ou és peludinha?"
Haja paciência.Isto não pode existir.
Homens desta vida.Não sou grande na experiência, mas não é assim que se leva uma mulher para a cama.
Deixar fluir a magia mesmo que seja um momento,afinal a sinceridade as vezes falha.
Se querem saber o fim desta historia,perdeu-se num caminho sem saída.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

sobrevivi

Uma familia no interior,moravam numa fazenda,e,como as tardes eram sempre quentes,acostumaram-se a tomar banho no lago,que ficava atrás da casa .A mãe sentada na varanda ficava horas a fio, vendo o seu filho brincar na água, já amarelada pelos raios do sol poente.
O sossego rompeu-se bruscamente,quando,sobressaltada,a mãe gritava correndo para o lago.O menino acostumado com a segurança do seu quintal nem deu por conta do jacaré que ia em sua direção.assustado com os gritos, ele virou-se e nadou o mais rapido que pôde,com todas as suas forças,ao encontro de sua mãe.Mas,enquanto a mãe o tomou pelos braços,o jacaré o agarrou pelos pés,e os dois travaram uma tremenda batalha pela criança.
O jacaré era muito mais forte que ela ,mas aquela mãe amava demais o garoto e o segurou o quanto pode. O pai,que ouvira os gritos,veio a correr,pegou uma arma e disparou contra o bicho.
Foi inacreditavel o menino ter sobrevivido! Os pés completamente marcados pelos dentes do animal;os braços sulcados pelas unhas da mãe.Depois de vários dias de tratamento,sua vida deixou de correr risco.A familia e os amigos vieram visita-lo ao hospital que ficou cheio de gente e de alegria.
Depois de algum tempo,perguntaram-lhe se podiam ver os pés dele.Ele os descobriu e mostrou-os;estavam cheios de terriveis cicatrizes.Então,sentou-se melhor sobre a cama e,coma vozinha embargada pela emoção,falou:
-Também as tenho nos braços! E são grandes.Vejam -disse-lhes mostrando as marcas das unhas deixadas por sua mãe.-Só as tenho porque minha mãe lutou por mim.Ela não me deixou.
Quando ouvi esta historia senti um calafrio transpassar-me por inteiro,pude entender que ,talvez a minha vida esteja cheia de cicatrizes;nunca fui surpreendida por um jacaré,mas já fui por muita coisa...e traz marcas de solidão,de abandono,de momentos terríveis e dramaticos.Mas se hoje posso contar essas marcas foi porque sobrevivi.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Decidir a morte


Uma historia que podia ser a minha , a tua , a de qualquer menina mulher...
Depois de tentar o suicidio,como escolhi os comprimidos,não estou deformada:continuo joven,bonita,inteligente,e não terei-como nunca tive-dificuldades em anrranjar namorados.Farei amor com eles nas suas casas,ou no bosque, terei um certo prazer,mas logo depois do orgasmo a sensação do vazio voltará.já não teremos muito que conversar,e tanto eu como ele saberemos disso:chega a hora de dar uma desculpa um ao outro -«é tarde» ou « amanhã tenho que acordar cedo»-e partiremos o mais depressa possivel,evitando olharmo-nos nos olhos.
Eu volto para o meu quarto no convento.Tento ler um livro,ligo a televisão para ver os mesmos programas de sempre,ponho o despertador para tocar exactamente à mesma hora que acordei no dia anterior,repito mecanicamente as tarefas que me são confiadas.Como a sanduiche no jardim, sentada no mesmo banco,com outras pessoas que também escolhem os mesmos bancos para lanchar,que têm o mesmo olhar vazio, mas fingem estar preocupadas com coisas importantissimas.
Depois volto ao trabalho, ouço alguns comentários sobre quem sai com quem,quem sofre o quê,como tal pessoa chorou por causa do marido-e fico com a sensação de que sou privilegiada,sou bonita ,tenho um emprego,arranjo o namorado que quizer. Aí volto aos bares no final do dia , e tudo recomeça.
A minha mãe - que deve estar preocupadíssima com a minha tentativa de suicídio-vai recuperar-se do susto e continuará a perguntar-me o que vou fazer da minha vida, porque não sou igual às outras pessoas,já que, afinal de contas as coisas não são tão complicadas como eu penso.« olha para mim,que tou há anos casada com o teu pai,e procurei dar-te a melhor educação e os melhores exemplos possiveis.»
Um dia ,canso-me de ouvi-la repetir sempre a mesma conversa e , para lhe agradar,caso-me com um homem a quem me obrigo a amar.Eu e ele acabaremos por encontrar uma maneira de sonhar juntos com o nosso futuro, a casa de campo os filhos, o futuro dos nossos filhos.Faremos muito amor no primeiro ano,menos no segundo,e apartir do terceiro ano talvez pensaremos em sexo uma vez a cada quinze dias, e transformaremos este pensamento em acção apenas uma vez por mês.pior que isso, quase não conversaremos. Eu forçar-me-ei a aceitar a situação,e perguntar-me-ei o que há de enrrado comigo-já que não consigo mais interessá-lo, ele não me dá atenção,e passa a vida a falar de coisas que pertencem somente ao seu mundo.
Quando o casamento estiver realmente por um fio, eu ficarei grávida.teremos o filho,passaremos algum tempo mais próximos um do outro, e logo a situação voltará a ser como antes.
Então começarei a engordar e a fazer dieta,sistematicamente derrotada a cada dia, a cada semana,pelo peso que insiste em aumentar apesar de todo o controlo.Nesta altura tomarei essas drogas mágicas para não entrar em depressão-e terei alguns filhos, em noites de amor que passam depressa demais.Direi a todos que os filhos são a razão da minha vida, mas na verdade eles exigem a minha vida como razão.
As pessoas vão considerar-nos sempre um casal feliz, e ninguém saberá o que existe de solidão,de renúcia,atrás de toda aparência de felecidade.
Até que um dia, quando o meu marido arranjar a sua primeira amante,eu talvez faça um escândalo ou pense de novo em me suicidar.Mas então estarei velha e cobarde, com dois ou três filhos que precisam da minha ajuda, e preciso de educá-los, colocá-los no mundo- antes de ser capaz de abandonar tudo.Eu não me suicidarei: farei um escândalo,ameaçarei sair com as crianças.Ele, como todos os homens,recuará, dirá que me ama e que aquilo não se tornará a repetir.Nunca lhe passará pela cabeça que ,se eu resolvesse mesmo ir-me embora,a única escolha seria voltar para a casa dos meus pais,e ficar ali o resto da minha vida,tendo de ouvir todos os dias a minha mãe lamentar-se porque eu perdi uma oportunidade única de ser feliz,que ele era um óptimo marido apesar dos seus pequenos defeitos,que os meus filhos irão sofrer por causa da separação.Gastarei toda a energia a lutar contra os factos,não sobrará nada e aceito a vida como ela é na realidade,e volto para ele.A minha mãe tinha razão.
Ele continuará a ser gentil pra mim,eu continuarei o meu trabalho,as minhas sanduiches na praça,os meus livros que nunca consigo acabar de ler,os programas de televisão que continuarão a ser os mesmos daqui a dez, vinte,cinquenta anos.
Só que comerei as sanduíches com culpa, porque estou a engordar;e não irei mais a bares,porque tenho um marido que me espera em casa para cuidar dos filhos.
A partir daí, é esperar os meninos crescerem,e ficar o dia todo a pensar no suicidio,sem coragem de cometê-lo. Um belo dia, chego a conclusão de que a vida é assim, não adianta,nada mudará.E conformo-me.

---Encontrei este texto num livro de Paulo Coelho,indentifiquei-me terrivelmente,com a única diferença da sua suposição.
pois eu sou a historia concretizada,luto contra a sua concluzão, o sucidio seria a cada dia que me conforma-se.

As vezes no meu peito
bate um coração de pedra
magoado,frio sem vida.
Aqui dentro ele me aperta
não quer saber de amar
nem sabe perdoar:
Quer tudo e não sabe partilhar

Bruta k se farta,mandar pedras a toa e antes da pedra fazer mossa já tou lá com a menina mais doce k há em mim a mostrar k tb fui atingida...
Kero tanto ser transparente k sou sempre a facil de provocar e dizer k merda é esta de mulher , que mãe , que filha, que amante que é má e exigente,doce e protectora.Que querida e presente, derrepente se transforma e fica uma serpente.
de amar pouco sei,pois bruta como sou só deixei ser amada por alguem k de certeza não me magoava,quem ama sofre, eu escolhi mal ,escolhi não amar.Hoje depois de ter a consciêcia que pior que não quer amar para não sofrer é sofrer por um egoismo desmarcado.LIberto-te para a vida,tu k um dia me amas-te .E acerca do meu amor ele que não venha porque vou de certeza apredeja-lo,odia-lo desvaloriza-lo do meu coração pois este orgão só me serve para bombear o rio que passa em mim e me matém acordada nesta realidade de merda com gente que só serve para me fazer ver o quanto te desejo minha amiga morte.