Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

"A girl like you"

http://www.youtube.com/watch?v=-QjQlBTGgT8

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Decepção

• Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?
A decepção é um sentimento tão frustrante, talvez seja das sensações que mais me entristece, me deita abaixo, me impede de continuar, me bloqueia.
Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente nos bate à porta?
Será um problema de ansiedade, de querermos que tanto se realize, que tanto aconteça?
Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos fazer?
Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?
Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?
Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas?
E acordar depois de uma decepção?
Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhar uns olhos decepcionado...
E depois, muitas vezes voltar ao mesmo sítio, ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontrar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…
Reagir…. Como se faz para Re Agir? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos Lindas, Contentes, Sorrizinhos, Arranjadas, Elegantes, Perfeitas, e todos nos pedem, “Vá reage, faz qualquer coisa, tens de melhorar! Lá estás tu com o teu pessimismo! …”. E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso! E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estômago, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz “Que não é nada!”. Não é nada???! Mas não percebem, que para nós É TUDO!
Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicardia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que nos sufocam e nos cegam? Pois, não vêem isto? Faltam as lágrimas? Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros…
Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto…
Deixem-nos enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixem-nos enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir, deixem-nos cair no chão (não nos levantem, por favor!), de pernas e braços abertos deixem-nos gritar, gritar muito para que saiam os espíritos malignos que nos envenenam, deixem-nos enlouquecer, perder o juízo, falar sozinhos, deixem-nos sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixem-nos estar sós, desgrenhados e sem comer, deixem-nos fugir (não vão à nossa procura, por favor!) e se quisermos deixem-nos morrer.
.………………………………………
MAS HAVEMOS DE SOBREVIVER!


Será que somos exigentes demais, e criamos expectativas demais?
Não são, a meu ver, as expectativas altas ou baixas que fazem as decepções, mas o confiar e o acreditar.


"Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer."
(John Powell)

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Palavras Perdidas

De palavras perdidas
A vozes de reencontro
De horas vazias sem ti
A momentos de desespero
São desencontros eternos
Lágrimas vertidas sem fim
Porque é eterna esta paixão
Este amor que nos esgota
Que nos carrega em dor
E nos esmaga a voz
Nos devora as noites
Que passamos mal dormidas
Nos retira o alimento
E nos deixa a morrer

De palavras perdidas
A vozes de reencontro
O calor de pensar em ti
Este frio de não te ter aqui

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

vida


A vida do homem sobre a terra é sem duvida uma luta.
São dias como os de assalariado.
Como um escravo que suspira pela sombra, e um jornaleiro que espera o seu salário
Assim eu tive meses de sofrimento, couberam-me em sorte noites cheias de dor.
Se me deito, digo: quando chegará o dia?
Se me levanto: quando virá a tarde?
E encho-me de angústia até chegar a noite.
A minha carne cobre-se de podridão e imundície, a minha pele está gretada e supura.
Os meus dias passam mais rápido que uma lança e desaparecem sem deixar esperança.
Lembra-me de que a minha vida é um sopro, e os meus olhos não voltarão a ver felicidade.
Os olhos de quem me via não mais me verão, os teus olhos procurar-me-ão e eu já não existirei. Como a nuvem que passa e desaparece, assim o que desce ao sepulcro não se erguerá. Não voltará outra vez à sua casa; o seu lar não mais o reconhecerá.
Por isso não reprimirei a minha língua, falarei da angustia do meu espírito, queixar-me-ei da amargura da minha alma: serei o mar ou o mostro marinho, para que te ponhas de guarda contra mim?
Se eu disser: Estarei confortada no meu leito, e a minha cama aliviará o meu sofrimento, então: Tu enches-me de sonhos aterradores, visões horrorosas.
Preferia morrer estrangulada; antes a morte que os teus tormentos!
Não viverei mais, porque meus dias são apenas um sopro.
Que é o homem para lhe dares tanta importância, e fixares nele a tua atenção, para que o observes todas as manhãs e o proves a cada instante?
Quando afastaras de mim o teu olhar, e deixaras que eu engula a minha saliva?
Que pecado cometi contra ti, ó juiz dos homens?
Porque me tomas por teu alvo, quando nem a mim mesmo me posso suportar?
Porque não retiras o meu pecado e não apagas a minha culpa?
Eis que vou dormir no pó; procurar-me-ás e não existirei.

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Estrela cadente


Ser mulher é mais do que viver, do que brilhar e suspirar
Ser mulher é ser uma estrela cadente, caímos a riscar os céus e a deixar brilho no caminho percorrido…
Depois de iluminar à noite, de guiar quem a elas se entrega, as estrelas caem.
Caem porque atingiram uma força que as leva, de certeza é instintivo, seguem um percurso que mais tarde irá ser a resposta
Quem não quer brilhar para sempre, ser a luz dos olhos de alguém?
Pois eu digo: a contemplação está na queda, por mais que seja um momento é nele que reflectimos tudo o que existe em nós.
A minha queda foi e permanecerá a ser, porque sempre que caio e me levanto subo mais alto e de uma forma ou de outra deixo de brilhar.
Porque será que na mulher existirá sempre essa indigência?
Se assim for, procuro um dia deixar de ser mulher!

E ser apenas a estrela guia com toda a energia...


Andrea Dinis

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Maddie,a menina desaparecida!



Vou tentar relatar um episódio que acabei de ser “vitima”, talvez.
Não sou boa nestas coisas, mas acho que não posso deixar de assinalar este momento da minha vida como mãe que sou e como cidadã algarvia, também vivo esta polémica actual “ Maddie”.
A menina desaparecida.

Uma coisa que não é normal, na minha casa, a televisão estava sintonizada no canal de notícias, digo que não é normal porque tenho por habito deixar os meus filhos tomarem comando desse objecto.(Só o tomo como meu depois de eles já se encontrarem a dormir).
Estava eu no meu papel de mãe a finalizar um jantar aconchegante com os meus meninos, o mais novo (4 anos acabados de fazer), que já tinha saltado da mesa, aparece-me de surpresa na cozinha, com uma notícia, trazia no olhar um espanto misturado com pânico que não pude deixar de notar. Depois de me fazer ter toda a sua atenção disse-me:
-Mãe! Sabes? A mãe matou a menina!
-O quê? - Disse eu completamente fora do contexto.
-A mãe da menina desaparecida, matou com comprimidos! - Disse ele com toda a certeza que podia mostrar.
-De que falas? -dizia eu ao deslocar-me para a sala numa tentativa de compreender a sua certeza.
Juntos, os três ouvimos um pouco da notícia, falamos do assunto.
-Como pode uma mãe matar a filha, que mãe é esta? - Disse o mais velho, que procurava um motivo para entender.
O pequenino, olhou-me nos olhos, e disse -Mãe, tu nunca farás isso pois não?
As mães que fazem isso, é porque não gostam dos filhos, né?
Tu gostas de nós? Nunca farias isso, nem a mim nem ao mano?

Depois, de lhes mostrar com palavras e gestos o quanto os amo, o quanto teria a certeza que morreria para os ver sorrir.
Chego a conclusão, que este caso chegou a minha casa muito antes do que eu possa imaginar, mesmo com a televisão sempre sintonizada em canais infantis. È um conto de uma mãe bruxa, que um dia terá que acabar, encontrem lá a verdade porque há de certeza muitos meninos a pensar, sem terem coragem de dizer o medo que sente da mãe bruxa que sabem ter.
Pude constatar que os meus filhos de mim não tem medo, dizem o que sente, e as duvidas são para se tirar, assim os quero manter, abertos para o mundo com um abrigo sempre ao seu alcance.
“Eu serei o porto seguro, eles serão os navios que enfrentam as suas tempestades e saberão onde atracar, para ganhar forças.”
Por enquanto descanso-lhes a mente com um anjo da guarda que nos acompanha para todo o lado, é bom demais vê-los sonhar que nada de mal lhes vai acontecer…
No fim deste dia analisei, a cozinha ficou por arrumar, acabamos o dia juntinhos na minha cama …e pedimos ao nosso querido anjo da guarda que beija-se a Maddie por nós, pois de certeza ele a terá no seu castelo.

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Tu que me conheces.


Tu me conheces quando estou sentada
Tu me conheces quando estou de pé
Vês claramente quando vou andando
Quando repouso tu também me vês
Se pelas costas sinto que me abranges
Também de frente sei que me percebes
Para ficar longe do teu Espírito, o que farei?
Aonde irei não sei.
Para onde irei? Para onde fugirei?
Se subo ao céu ou se me prostro no abismo eu te encontro lá.
Para onde irei?
Para onde fugirei?
Se estás no alto da montanha verdejante ou nos confins do mar.
-Se eu disser: “ Que as trevas me escondam e que não haja a luz onde eu passar”.
P’ra ti a noite é clara como o dia, nada se oculta ao teu divino olhar.
Tu me teceste no seio materno e definiste todo o meu viver.
As tuas obras são maravilhosas, que maravilha sou eu?
Dá-me as tuas mãos
Prova-me Deus e vê meus pensamentos
Olha-me Deus e vê meu coração
Livra-me Deus do mau caminho, quero viver, quero sorrir, cantar
Pelo caminho da eternidade, terei toda a liberdade.